Polícia HOMICÍDIO
Corpo carbonizado é encontrado em mata às margens do Rio Paraná e pode ser de jovem desaparecido em Três Lagoas
Polícia Civil trabalha com a hipótese de que vítima seja José Caíque da Silva, de 21 anos, desaparecido desde março; caso segue sob investigação
07/04/2026 23h25 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação

 

 

Na tarde de terça-feira (7), o corpo de um homem foi encontrado completamente carbonizado e em avançado estado de decomposição em uma área de mata às margens do Rio Paraná, no bairro Jupiá, em Três Lagoas (MS).

De acordo com as informações apuradas no local, o cadáver estava em uma vala com aproximadamente dois metros de profundidade, sob um tronco. O corpo foi consumido pelo fogo, não restando, a princípio, elementos que possibilitassem a identificação imediata da vítima. A suspeita inicial é de que se trate de um homem de estatura mediana, que trajava bermuda jeans.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o corpo seja de Sergio Caique da Silva, de 21 anos, desaparecido desde o dia 8 de março. Uma tia do jovem esteve no local e acompanhou os trabalhos das equipes.

Peritos da Polícia Científica realizaram os levantamentos técnicos e, em seguida, o corpo foi removido ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde passará por exames de necropsia que devem confirmar a identidade da vítima.

O local onde o corpo foi encontrado fica a poucos metros da residência de Caique. A mãe do jovem, visivelmente abalada, acompanhou a movimentação e presenciou a passagem do veículo funerário que transportava o corpo que pode ser de seu filho.

Informações preliminares indicam que Caique teria sido visto momentos antes de desaparecer na companhia de duas pessoas usuárias de drogas, na região dos bairros Vila Alegre e Vila Piloto. Posteriormente, o trio teria seguido até um barraco localizado no Jupiá, próximo ao ponto onde o corpo foi localizado.

Segundo relatos extraoficiais obtidos pela reportagem, o morador do barraco teria se recolhido para dormir naquela noite, deixando Caique e uma mulher do lado de fora. Em determinado momento, o jovem teria saído em direção à própria residência para buscar um colchão, quando, ainda durante a madrugada, teria sido surpreendido por um grupo de homens e violentamente agredido. Testemunhas relatam que, durante as agressões, ele gritava “não foi eu”. Desde então, não foi mais visto.

Dois homens já foram presos provisoriamente por suspeita de envolvimento no desaparecimento do jovem.

A investigação está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Civil, por meio da Seção de Investigações Gerais (SIG), com apoio do Núcleo Regional de Investigações (NRI). A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração e nenhuma hipótese foi descartada até o momento.