
O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos 68 anos. A morte foi confirmada por familiares e veículos de imprensa no período da tarde.
Segundo informações oficiais, o ex-atleta passou mal e chegou a ser socorrido em Santana de Parnaíba (SP), sendo encaminhado ao hospital, mas não resistiu. O horário exato do óbito não foi detalhado publicamente até o momento.
Oscar enfrentava problemas de saúde há anos. Ele lutava desde 2011 contra um câncer no cérebro e vinha apresentando quadro clínico delicado, agravado recentemente após cirurgia e complicações decorrentes da doença.
Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, Oscar Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), e construiu uma carreira histórica no esporte. Considerado o maior jogador de basquete da história do Brasil, ele se destacou pela precisão nos arremessos e pela impressionante capacidade de pontuação.
O atleta disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (1980 a 1996), tornando-se o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos marcados — recorde que permanece até hoje.
Ao longo da carreira profissional, acumulou mais de 49 mil pontos, sendo por muitos anos o maior pontuador do basquete mundial.
Entre seus momentos mais marcantes está a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou a seleção brasileira na histórica vitória sobre os Estados Unidos dentro do território adversário.
Mesmo tendo sido escolhido no Draft da NBA, Oscar recusou jogar na liga norte-americana para continuar defendendo a seleção brasileira — decisão que reforçou sua ligação com o país e o transformou em símbolo nacional do esporte.
Após encerrar a carreira, tornou-se palestrante e referência motivacional, compartilhando experiências dentro e fora das quadras.
Pelo impacto global no basquete, Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) e também no Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos, feito raro para um jogador que não atuou na NBA.
Sua morte representa uma perda histórica para o esporte brasileiro e mundial, encerrando a trajetória de um atleta que transcendeu gerações e consolidou um legado eterno nas quadras.
