A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apura se um dos helicópteros envolvidos na colisão aérea que deixou seis mortos no Rio de Janeiro realizava transporte clandestino de passageiros. O acidente aconteceu na manhã de domingo (14), na região do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da capital fluminense.
Segundo a Anac, a aeronave de prefixo PP-MAC já vinha sendo acompanhada pelos órgãos de fiscalização desde 2025, após o recebimento de uma denúncia relacionada à suposta prática de transporte aéreo irregular. A agência informou que, durante a apuração, o proprietário foi autuado por recusa em fornecer informações solicitadas pelos fiscais, e a aeronave passou a integrar uma lista de monitoramento da unidade de fiscalização.
Em nota, a Anac destacou que realizou diversas ações de fiscalização em aeródromos do Rio de Janeiro entre 2025 e 2026, mas o helicóptero investigado não foi localizado durante as operações. A agência agora busca esclarecer se a aeronave estava sendo utilizada para transporte remunerado de passageiros sem a devida autorização.
A colisão ocorreu no ar e envolveu dois helicópteros particulares. Após o choque, as aeronaves caíram no estacionamento de uma concessionária de veículos na Avenida das Américas, provocando um incêndio que atingiu cerca de 20 carros. Todas as seis pessoas que estavam a bordo morreram.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Peritos trabalham para determinar se houve falha humana, problema mecânico ou outro fator que possa ter contribuído para a tragédia.
Além da investigação sobre a colisão, a Anac também analisa a legalidade das operações realizadas pelas aeronaves envolvidas, especialmente no que diz respeito à prestação de serviços de transporte sem certificação específica para táxi aéreo.
Fonte: Agência Brasil.