Uma ação da Polícia Militar terminou na morte de um homem no fim da noite deste sábado (11), após denúncias de moradores informarem que estaria ocorrendo uma reunião de supostos integrantes de uma facção criminosa no Residencial Gilson Teixeira, no Conjunto Habitacional Orestinho, em Três Lagoas (MS).
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, uma equipe do Grupo Especial Tático de Motos (Getam) foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para averiguar a denúncia. Também foi determinado que uma equipe da Força Tática prestasse apoio à ocorrência.
De acordo com o registro policial, a equipe do Getam chegou primeiro ao local e avistou um grupo de pessoas correndo com a aproximação das motocicletas da PM. Ainda conforme o boletim, um dos homens, que também teria tentado fugir, foi visto colocando um objeto metálico na cintura, momento em que os policiais deram ordem para que ele parasse.
Conforme relataram os militares à Polícia Civil, o suspeito, identificado como Caíque Vinicius Soares de Souza, não obedeceu à ordem de parada, entrou no Bloco 17 e subiu as escadas, sendo acompanhado pela equipe policial.
Ainda segundo os policiais, após entrar em um apartamento e trancar a porta, Caíque recebeu ordens para abrir o imóvel e se entregar, o que, conforme o boletim, não teria sido atendido. Com o apoio de um escudo balístico utilizado por equipes da Força Tática, os militares arrombaram a porta e realizaram a incursão no apartamento.
No boletim de ocorrência, os policiais informaram que, durante a entrada no imóvel, Caíque teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a equipe, atingindo o escudo balístico. Diante da situação, os militares afirmaram que revidaram para repelir a suposta injusta agressão, atingindo o suspeito.
Após desarmá-lo, a equipe da Força Tática socorreu Caíque ao Hospital Auxiliadora, onde o óbito foi confirmado pela equipe médica.
Enquanto isso, equipes do Getam permaneceram preservando o local dos fatos e acionaram o comando da Polícia Militar, que, por sua vez, solicitou a presença da Polícia Civil e da Polícia Científica para a realização da perícia.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) como morte decorrente de intervenção policial e porte ilegal de arma de fogo. As circunstâncias da ocorrência serão investigadas pela Polícia Civil.