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Ex-prefeito de Três Lagoas é condenado por improbidade em contratos de R$ 9 milhões com empresa de coleta de lixo
Com decisão corrida legislativa 2026 complica pretensões do ex-prefeito ao legislativo estadual
10/09/2025 08h00
Por: Redação
TOPMÍDIA NEWS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Chaves Guerreiro, e ex-integrantes de sua gestão por improbidade administrativa em contratações ligadas ao serviço de coleta de lixo e operação do aterro sanitário.

De acordo com a decisão, o município firmou contratos emergenciais com a empresa Financial Construtora Industrial, prorrogados sucessivas vezes sem licitação, ultrapassando o limite legal previsto para situações dessa natureza. Somados, os contratos superaram R$ 9 milhões. O Ministério Público destacou que havia outras propostas consideradas mais vantajosas, mas que não foram avaliadas pela administração municipal.

A sentença reconheceu violação aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa e impôs sanções como ressarcimento ao erário, pagamento de multa, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

A decisão, no entanto, ainda não é definitiva e pode ser contestada em instâncias superiores.

Impacto político

Além das penalidades financeiras e administrativas, a condenação tem repercussões diretas na trajetória política de Ângelo Guerreiro. A suspensão dos direitos políticos, se confirmada, impede sua participação em eleições pelo período determinado pela Justiça.

A situação ganha peso adicional porque o ex-prefeito vinha articulando sua candidatura a deputado estadual em 2026. A sentença, portanto, cria um cenário de incerteza e fragiliza seu espaço de negociação política.

Especialistas em direito eleitoral apontam que, caso a condenação seja mantida em segunda instância, Guerreiro será enquadrado na Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível por até oito anos. Isso comprometeria não apenas seu projeto pessoal, mas também as alianças políticas que estavam em formação para o próximo pleito.

Com o novo capítulo judicial, o futuro político do ex-prefeito passa a depender diretamente da tramitação de recursos, enquanto o caso reforça o debate sobre transparência e responsabilidade no uso de contratos emergenciais pela administração pública.

Créditos: Topmídia News