Polícia HOMICÍDIO
Polícia Civil prende suspeito de matar morador de rua a pauladas em Três Lagoas
Homem de 27 anos é apontado como autor principal do crime cometido em agosto; dois adolescentes também participaram das agressões
11/10/2025 10h47
Por: Redação
POLÍCIA CIVIL

 A Polícia Civil, por meio da Seção de Investigações Gerais (SIG), prendeu na tarde desta sexta-feira (10) um homem de 27 anos suspeito de matar um morador de rua a pauladas em Três Lagoas. O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de agosto, no bairro Paranapunga.

 

Na ocasião, a vítima foi encontrada gravemente ferida em um terreno baldio, com múltiplos ferimentos na cabeça e no tórax. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu às lesões e morreu pouco depois.

 

Logo após o registro do caso, equipes da SIG e do Núcleo Regional de Inteligência (NRI) iniciaram as investigações e conseguiram identificar o principal envolvido, além de outros dois suspeitos adolescentes. Conforme apurado, a motivação do crime teria sido um suposto furto praticado pela vítima contra o homem preso nesta sexta-feira.

 

As investigações também comprovaram que a vítima foi brutalmente agredida com chutes, socos e golpes com pedaços de madeira e outros objetos. Os autores ainda tentaram incendiar o corpo, mas não conseguiram.

 

Os três suspeitos foram ouvidos na sede da SIG e confessaram a participação no homicídio, embora com versões contraditórias. Diante da gravidade e crueldade dos fatos, o delegado responsável, Ricardo Henrique Cavagna, representou pela prisão temporária do principal acusado, o que foi aceito pelo Ministério Público e decretado pela Vara do Juiz das Garantias de Três Lagoas.

 

Após a expedição do mandado, os investigadores localizaram e prenderam o suspeito. Ele será indiciado por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — além de corrupção de menores. Se condenado, poderá cumprir pena superior a 30 anos de prisão.

 

A participação dos adolescentes será apurada em procedimento específico, podendo resultar em internação na UNEI por até três anos.