Polícia INVESTIGAÇÃO
Criança de 1 ano e seis meses vai parar na UPA e mãe é acusada de deixa-lo comer brigadeiro de maconha
Mulher disse aos militares que filho teria ingerido ovo e seria alérgico, mas funcionárias da UPA disseram o contrário
20/10/2025 15h30 Atualizada há 10 meses
Por: Redação

 Uma criança de um ano e seis meses foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Três Lagoas na tarde deste domingo (19), após ingerir um doce que, segundo relato da mãe, continha substância semelhante à maconha. O caso é investigado pela Polícia Civil e corre sob segredo de Justiça, em razão do envolvimento de menor de idade.

 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo Copom para comparecer à unidade de saúde, onde foram informados por uma assistente social que a mãe havia retirado a criança à força do setor médico, evadindo-se do local. Durante buscas nas dependências da UPA, a mulher foi localizada no banheiro destinado a funcionários, junto da criança.

 

O Conselho Tutelar foi acionado e determinou que o menor permanecesse sob observação médica. Segundo o registro, a criança apresentava quadro de choro contínuo e letargia.

 

Em depoimento, a mãe relatou que havia preparado uma refeição contendo ovo — alimento ao qual o filho seria alérgico — e também um doce de brigadeiro. Ela afirmou que a criança ingeriu uma pequena quantidade do doce e, posteriormente, apresentou sintomas alérgicos. Entretanto, conforme o prontuário médico, a própria mulher teria informado à equipe de saúde que o doce havia sido feito com adição de maconha, o que teria causado a reação.

 

O caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas. A mulher foi encaminhada à unidade policial, ouvida e liberada após prestar esclarecimentos, enquanto a criança permaneceu sob cuidados médicos e acompanhamento do Conselho Tutelar.

 

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades.

Conselho Tutelar e Polícia Civil acompanham o caso, que está sob segredo de Justiça.