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Mulher indígena sofre complicações graves após erro em cesariana no HU de Dourados

Segundo relatos, Nayara enfrentava dores intensas, febre e infecções recorrentes desde o parto, sem que fosse identificado o motivo

Redação
Por: Redação
21/10/2025 às 08h10
Mulher indígena sofre complicações graves após erro em cesariana no HU de Dourados

 

 

Uma paciente indígena da etnia guarani-kaiowá, identificada como Nayara Arce de Souza, passou quatro meses com uma gaze esquecida no corpo após uma cesariana realizada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). O erro médico resultou em infecção grave, obrigou nova cirurgia e deixou a mulher com o intestino exposto, necessitando do uso de uma bolsa de colostomia, sem previsibilidade sobre a permanência do procedimento.

Segundo relatos, Nayara enfrentava dores intensas, febre e infecções recorrentes desde o parto, sem que fosse identificado o motivo. Apenas em uma internação de emergência subsequente foi descoberto o corpo estranho, que provocou inflamação severa e comprometimento intestinal.

O caso foi denunciado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Dourados, que classificou o episódio como violência obstétrica e institucional. Em nota, a entidade apontou “graves negligências médicas durante e após o parto” e solicitou investigação imediata e responsabilização dos profissionais envolvidos.

“O esquecimento de uma gaze cirúrgica dentro do corpo da paciente é um erro médico inadmissível, que poderia ter sido evitado com protocolos básicos de segurança”, afirmou a presidente do Conselho, Glivane Bezerra da Silva Dias. A nota também pede que autoridades de saúde, Ministério Público e Defensoria Pública adotem medidas urgentes para prevenir casos semelhantes, incluindo capacitação obrigatória de profissionais e atendimento humanizado a mulheres indígenas.

Em resposta, o HU-UFGD informou que adotou providências para garantir os cuidados integrais à paciente e que os protocolos assistenciais são constantemente revisados. Segundo a instituição, o caso está sendo acompanhado “com prioridade pelas comissões competentes e pela corregedoria”. O hospital ainda manifestou solidariedade à paciente e reafirmou seu compromisso com “transparência, segurança e assistência humanizada que garanta a integridade e o respeito a todos os pacientes”.


Fonte: Campo Grande News / Jornalista Gabi Cenciarelli

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