
Dmitry Medvedev, ex-presidente russo e aliado próximo de Vladimir Putin, classificou as recentes sanções dos Estados Unidos à Rússia como um "ato de guerra". As medidas, anunciadas pelo governo de Donald Trump, visam empresas russas de petróleo, incluindo Rosneft e Lukoil, e suas filiais com mais de 50% de participação. Medvedev acusou Trump de se alinhar com a "Europa maluca" e afirmou que as ações demonstram que os EUA são "adversários" da Rússia.
Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova, minimizou o impacto das sanções, afirmando que o país desenvolveu "imunidade sólida" contra restrições ocidentais e continuará a fortalecer seu potencial econômico e político.
As sanções foram impostas devido à falta de compromisso sério da Rússia com um processo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. Trump, por sua vez, cancelou uma cúpula planejada com Putin, considerando-a um "desperdício de tempo", após rejeição das propostas de cessar-fogo por parte russa. Poucas horas depois, Moscou lançou ataques contra áreas civis na Ucrânia, incluindo uma creche, resultando em pelo menos uma morte e várias crianças evacuadas.
A relação entre os dois países continua a se deteriorar, com ações militares russas em andamento e crescentes tensões diplomáticas.