A inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu apenas 0,09% em outubro, depois de crescer 0,48% em setembro. Esse resultado representa a menor taxa para o mês de outubro em 27 anos.
Essa forte desaceleração foi influenciada pela queda no preço da energia elétrica residencial, que recuou 2,39% no mês. A mudança da bandeira tarifária — da vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1 — ajudou a reduzir os custos na conta de luz.
No acumulado de 2025, a inflação está em 3,73%, enquanto nos últimos 12 meses o índice ficou em 4,68%. Para comparação, em outubro de 2024 a variação havia sido de 0,56%.
O grupo de alimentos e bebidas praticamente ficou estável em outubro, com variação de apenas 0,01%. Foi o menor resultado para o mês desde 2017. Destacaram-se quedas nos preços do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%).
Por outro lado, alguns itens tiveram alta: a batata-inglesa subiu 8,56% e o óleo de soja registrou elevação de 4,64%.
Entre outros grupos de despesas, vestuário variou +0,51%, transportes +0,11% (com alta de 4,48% nas passagens aéreas) e saúde +0,41%. Alguns combustíveis caíram, como o óleo diesel (-0,46%), mas etanol (+0,85%) e gasolina (+0,29%) subiram.