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Trump afirma que parceria com Lula deve trazer “resultados positivos” após conversa entre líderes

Presidentes discutiram comércio, sanções e cooperação no combate ao crime organizado em telefonema de 40 minutos

Redação
Por: Redação
03/12/2025 às 10h21
Trump afirma que parceria com Lula deve trazer “resultados positivos” após conversa entre líderes
AGENCIA BRASIL / Reuters

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (2) que a conversa telefônica que manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi “muito boa” e que a relação entre os dois países pode gerar resultados positivos. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca horas após o contato entre os dois chefes de Estado.

Segundo Trump, durante o diálogo foram debatidos temas como comércio internacional, sanções e outros assuntos de interesse econômico. O presidente norte-americano fez referência às medidas restritivas adotadas por seu governo em relação ao Brasil, especialmente no contexto das decisões do Judiciário brasileiro envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em publicação nas redes sociais, Trump voltou a comentar o teor do telefonema e disse esperar um encontro com Lula em breve. “Muita coisa boa deve sair desta nova parceria”, escreveu.

Do lado brasileiro, o Palácio do Planalto informou que Lula aproveitou a conversa para defender avanço rápido nas negociações para a retirada da sobretaxa adicional de 40% que ainda incide sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Os dois também trataram de ações conjuntas no enfrentamento ao crime organizado.

Ainda conforme a Presidência da República, o telefonema durou cerca de 40 minutos e foi classificado como “muito produtivo”. No último dia 20 de novembro, o governo norte-americano anunciou a retirada de 238 itens da lista de produtos atingidos pelo chamado “tarifaço”, incluindo café, frutas, sucos, cacau, especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Mesmo com o avanço, cerca de 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda seguem sujeitas às tarifas adicionais. No início da aplicação das medidas, o percentual era de 36%.

O conjunto de tarifas foi implantado dentro da política comercial do governo Trump, voltada a reduzir a perda de competitividade da economia norte-americana frente à China. Em abril, foram aplicadas tarifas gerais de 10% a países com superávit na relação comercial com os EUA, caso do Brasil. Posteriormente, parte dos produtos brasileiros foi isenta, especialmente no setor agrícola.

Já em agosto, uma nova tarifa de 40% foi imposta ao Brasil como forma de retaliação a decisões atribuídas pelo governo norte-americano a impactos sobre grandes empresas de tecnologia, além de reações ao contexto político envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A retomada do diálogo entre Brasil e Estados Unidos, intensificada após encontro entre Lula e Trump na Malásia, em outubro, tem influenciado a redução gradual das barreiras comerciais. As negociações continuam com foco na retirada de novos itens da lista de produtos tarifados, especialmente do setor industrial, que enfrenta mais dificuldades para redirecionar exportações a outros mercados.

Além das tarifas, seguem na pauta temas como exploração de terras raras, atuação de empresas de tecnologia, energia renovável e o regime especial de tributação para serviços de data center.

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