Polícia “SE APRESENTOU
Suspeito de disparo na Lagoa Maior alega legítima defesa, mas testemunhas contestam versão
Vítima não portava arma e segundo amigos, ele apenas teria olhado o atirador discutindo com um adolescente
13/01/2026 07h52
Por: Redação

O homem apontado como autor de um disparo de arma de fogo ocorrido na saída de um pub, na Orla da Lagoa Maior, em Três Lagoas, no último sábado (10), apresentou-se à Polícia Civil nesta segunda-feira (12) para prestar depoimento. Segundo ele, o tiro teria sido efetuado em legítima defesa, embora testemunhas afirmem que a vítima não estava armada e sequer teria avançado contra o atirador.

 

Identificado como **Murilo Bernardes**, que atua como treinador de equinos, o investigado compareceu à 1ª Delegacia de Polícia Civil acompanhado de advogado, após o prazo do flagrante. Em depoimento ao delegado responsável pelo caso, Murilo afirmou que efetuou o disparo com uma pistola calibre .40 em direção ao tórax da vítima para se defender.

 

A defesa informou que a apresentação voluntária do investigado teve como objetivo demonstrar a intenção de colaborar com as investigações. Como o período de flagrância de 24 horas já havia expirado, Murilo foi ouvido e liberado, passando a responder ao processo em liberdade. A pistola supostamente utilizada no crime foi entregue à Polícia Civil e será submetida à perícia. Conforme informado, a arma é legalizada e possui registro regular.

 

Apesar da versão apresentada pelo investigado, testemunhas relataram que a vítima não portava arma e que não teria partido para agressão. Segundo esses relatos, a confusão teria começado após uma discussão entre o suspeito e um adolescente, motivada pelo fato de um copo de bebida ter sido colocado sobre um veículo. A vítima teria apenas observado a situação e, ao tentar intervir para acalmar os ânimos, acabou sendo atingida por um disparo na região do tórax.

 

A vítima foi socorrida por amigos e levada ao Hospital Auxiliadora, onde deu entrada em estado grave, apresentando dificuldade respiratória, em razão da proximidade do ferimento com órgãos vitais. Após ser intubada, passou por exames que indicaram que o projétil atingiu uma costela e desviou em direção à clavícula.

 

Com a repercussão do caso, o episódio também passou a gerar intensos embates nas redes sociais. Diante disso, a mãe do investigado, que é advogada, relatou estar sendo alvo de comentários ofensivos e perseguições virtuais em razão da conduta atribuída ao filho.

 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do disparo e confronta as versões apresentadas.