O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda lançar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), como candidata ao Governo de São Paulo nas próximas eleições. A movimentação faria parte de uma estratégia para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e consolidar um palanque competitivo do campo governista no estado mais rico e populoso do Brasil.
Simone Tebet, que construiu sua trajetória política em Mato Grosso do Sul, já declarou publicamente que, a princípio, pretende disputar uma vaga ao Senado pelo estado. Ao longo da carreira, ela foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, vice-governadora e senadora da República, acumulando vitórias eleitorais e projeção nacional, ampliada após a eleição presidencial de 2022 e sua entrada no primeiro escalão do governo federal.
Apesar da preferência inicial pelo Senado, a ministra tem afirmado que sua decisão sobre o futuro político será tomada em conjunto com o presidente Lula. Nesse contexto, uma reunião entre ambos deve ocorrer nos próximos dias para discutir cenários e possibilidades, incluindo a eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, hipótese que vem ganhando força nos bastidores de Brasília.
A articulação surge diante da decisão de Fernando Haddad (PT) de não voltar a disputar o governo paulista. Em 2022, Haddad chegou ao segundo turno contra Tarcísio e, embora derrotado, reduziu a vantagem da direita no estado. Outro nome cogitado é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que, no entanto, sinaliza preferência por manter a aliança com Lula e buscar a reeleição na vice-presidência.
Além do Governo de São Paulo, Simone Tebet também é mencionada como possível candidata ao Senado paulista, alternativa que igualmente dependeria do aval do presidente. Caso aceite mudar seu domicílio eleitoral, o cenário em Mato Grosso do Sul também seria impactado, abrindo espaço para que o PT fortaleça sua estratégia local, inclusive com a possibilidade de lançamento do deputado federal Vander Loubet como candidato ao Senado.
A definição ainda está em aberto, mas a movimentação evidencia o peso político da ministra dentro do governo e sua importância como peça-chave no xadrez eleitoral de Lula para 2026.