Os protestos no Irã, que tiveram início no final de dezembro de 2025 e se espalharam por todo o país, continuam sob forte repressão das autoridades, com o número de mortos aumentando diariamente. Segundo dados de organizações de direitos humanos, pelo menos 646 pessoas morreram nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança desde o início das manifestações, que já ocorrem há mais de duas semanas.
A mobilização começou em várias cidades iranianas como reação à deterioração das condições econômicas, incluindo a acentuada desvalorização da moeda nacional e o aumento do custo de vida. Com o passar dos dias, as reivindicações se ampliaram, passando a questionar o próprio regime teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Além das mortes, as autoridades teriam detido mais de 10 mil pessoas em meio à repressão, que tem incluído cortes de internet e comunicações, dificultando a verificação independente dos números e o relato dos acontecimentos no interior do país.
Grupos internacionais de direitos humanos alertam que o número real de vítimas pode ser ainda maior, com algumas estimativas extraoficiais apontando que milhares de manifestantes podem ter sido mortos, embora estes números não sejam confirmados oficialmente.
A resposta global aos eventos tem sido marcada por preocupação e críticas às autoridades iranianas. Organizações como as Nações Unidas e líderes de vários países têm condenado a violência e pedido o fim da repressão, enquanto o governo iraniano afirma estar lidando com “terroristas” e influi na narrativa interna.
A crise permanece volátil, com protestos ainda ativos em diversas regiões, e observadores internacionais acompanhando de perto os desdobramentos políticos e humanitários no país.