13°C 29°C
Três Lagoas, MS
Publicidade

Economia da Argentina mostra sinais de melhora, mas desafios sociais persistem

Inflação recua e pobreza cai em 2025, mas desemprego e desigualdade ainda preocupam analistas

Redação
Por: Redação
13/01/2026 às 09h25
Economia da Argentina mostra sinais de melhora, mas desafios sociais persistem

A economia da Argentina tem apresentado mudanças significativas nos últimos anos, com variações expressivas em indicadores como inflação, pobreza e desemprego, refletindo tanto os efeitos de políticas econômicas recentes quanto os desafios estruturais herdados de décadas de instabilidade.

 

Após alcançar níveis extremamente elevados de inflação em 2023 — com o índice anual ultrapassando 211% — um número entre os mais altos do mundo — o país começou a registrar queda nos preços ao consumidor. Dados oficiais e projeções de mercado indicam que a inflação anual deve ter terminado 2025 em cerca de 31%, o menor nível em sete anos, depois de medidas de austeridade e liberalização econômica adotadas pelo governo de Javier Milei.

 

Essa redução nos níveis de preços, apontam analistas e organismos internacionais, pode ser um indicador de estabilização macroeconômica após um longo período de desequilíbrios fiscais e monetários.

 

No campo social, os números também mostram variação ao longo do tempo. Enquanto em 2024 cerca de 53% da população viveu em condição de pobreza, segundo dados de institutos independentes, indicadores mais recentes apontam uma redução para aproximadamente 31,6% no primeiro semestre de 2025, medida pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC).

 

O desemprego, por sua vez, teve movimentos mistos nos últimos períodos. Dados do fim de 2024 registraram uma queda para cerca de 6,4%, mas pesquisas de mercado e relatos de especialistas mostram que a informalidade e empregos de baixa remuneração ainda são realidade para grande parte da população trabalhadora.

 

Economistas destacam que, apesar da melhora em alguns indicadores, os efeitos das políticas de austeridade têm peso significativo na vida de muitos argentinos. Cortes de subsídios, reduções de programas sociais e de emprego no setor público contribuíram para restringir o gasto do Estado e reduzir a inflação, mas também impactaram negativamente parcelas vulneráveis da população, ampliando a desigualdade em alguns segmentos.

 

Outro ponto de atenção é o desempenho do mercado interno: em 2024, as vendas em supermercados e no varejo registraram quedas expressivas, refletindo ainda um consumo doméstico pressionado pela recuperação econômica apenas gradual.

 

Especialistas ressaltam que, embora os números recentes apresentem sinais de estabilidade econômica e de retomada gradual, a recuperação plena ainda depende de avanço sustentável da atividade econômica, redução da desigualdade e criação de oportunidades de emprego formal, questões que seguem no centro dos debates entre economistas e formuladores de políticas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Três Lagoas, MS
18°
Parcialmente nublado
Mín. 13° Máx. 29°
17° Sensação
1.63 km/h Vento
48% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h57 Nascer do sol
17h53 Pôr do sol
Sábado
30° 13°
Domingo
30° 13°
Segunda
32° 15°
Terça
23° 15°
Quarta
18° 17°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,38%
Euro
R$ 5,96 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 334,560,26 -0,47%
Ibovespa
169,019,13 pts -0.77%
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade