
O governo federal anunciou nesta terça-feira (10) um reajuste de 14,35% no valor dos repasses ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que financia a merenda de estudantes da rede pública de todo o país em 2026. Com a atualização, o orçamento anual do programa deve alcançar R$ 6,7 bilhões, uma recomposição frente à inflação dos alimentos para estados e municípios.
O ministro da Educação informou que o reajuste será aplicado já na primeira parcela do cronograma de pagamentos. Segundo o governo, o aumento representa um salto de cerca de 55% no orçamento da merenda desde 2023 e cerca de 80% em relação ao que era investido há quatro anos.
Além do reforço financeiro, foi elevada a cota mínima para compras de produtos da agricultura familiar: a partir de 2026, 45% dos recursos do PNAE deverão ser destinados à aquisição de gêneros alimentícios de pequenos produtores e cooperativas locais — antes o percentual mínimo era de 30%. A medida deve injetar aproximadamente R$ 3 bilhões na economia rural.
O programa atende alunos da educação básica — da educação infantil ao ensino médio e educação de jovens e adultos — em escolas públicas, filantrópicas e entidades comunitárias conveniadas, garantindo alimentação escolar diária e apoio à segurança alimentar no ambiente educacional.
