Investigação é concluída e Polícia Civil afasta hipótese de feminicídio em Selvíria
Perícia técnica e depoimentos apontam que morte foi provocada pela própria vítima; caso foi oficialmente reclassificado como suicídio
A Delegacia de Polícia de Selvíria finalizou a apuração sobre a morte de uma mulher que, inicialmente, havia sido registrada como suspeita de feminicídio. Após a conclusão das análises técnicas e oitivas realizadas no decorrer da investigação, a Polícia Civil informou que o caso foi reclassificado como suicídio.
Conforme esclarecido pela autoridade policial, o laudo necroscópico produzido pela médica legista indicou que o ferimento no tórax foi provocado pela própria vítima. A perícia observou que a faca não estava totalmente introduzida no corpo, além de apresentar angulação compatível com autoagressão — circunstâncias que afastaram a hipótese de homicídio.
O filho da mulher, responsável por prestar os primeiros socorros, relatou aos investigadores que a mãe enfrentava um tratamento contra câncer e havia demonstrado abalo emocional, chegando a mencionar a intenção de tirar a própria vida.
Durante as diligências, também não foram encontrados indícios de violência doméstica ou histórico de agressões envolvendo o companheiro da vítima. O depoimento dele foi considerado coerente com os elementos técnicos reunidos ao longo da apuração.
Com base nos laudos periciais e nos relatos colhidos, a autoridade policial determinou a alteração da tipificação inicial, encerrando o inquérito com a conclusão de que não houve feminicídio. A Polícia Civil reforçou que o caso está oficialmente finalizado, permanecendo à disposição para esclarecimentos adicionais.
NOTA DA POLÍCIA CIVIL:
Nota de Imprensa: Polícia Civil conclui que não ocorreu feminicídio em Selvíria, e sim SUICÍDIO.
A Delegacia de Polícia de Selvíria (MS) vem, por meio desta nota, esclarecer que, após novas investigações e coleta de informações, o caso inicialmente apurado como um possível feminicídio, foi reclassificado para suicídio.
Conforme os depoimentos coletados, acompanhado de laudo necroscópico, foi constatado que a vítima empurrou a faca contra o próprio peito. A faca não estava totalmente cravada, o que é característico de suicídios, em contraste com homicídios ou feminicídios, onde a lâmina da faca geralmente penetra completamente no corpo da vítima. A angulação da facada também sugere que a vítima tenha se autoferido.
O depoimento do filho da vítima, que a socorreu, corroborou com a tese de suicídio, afirmando que sua mãe havia confidenciado a ele que estava lutando contra um câncer e tinha intenções de tirar a própria vida. Além disso, não há registros de violência entre o casal, e o interrogatório do suspeito também segue na mesma linha, reforçando a hipótese do suicídio.
Diante desses fatos, a Autoridade Policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio, alterando o caso para suicídio. Todos os laudos, necroscópicos e de local de crime, foram reunidos e seguem para os registros finais da investigação.
A Polícia Civil conclui a apuração do caso e declara o encerramento das diligências, deixando a equipe à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.