O Irã mostrou capacidade de resistência e passou a desafiar os Estados Unidos na atual fase do conflito que se intensificou no Oriente Médio, segundo avaliação de um especialista militar ouvida pela Agência Brasil.
De acordo com o major-general português Agostinho Costa, o país persa não só manteve seu regime de governo após os ataques dos EUA como também assumiu a chamada “iniciativa de guerra”, reforçando sua estratégia de resistência diante da ofensiva liderada por Washington e seus aliados.
O general destacou que a expectativa inicial de que o Irã entraria em colapso rapidamente não se confirmou, o que, na sua opinião, indica preparo militar e capacidade de sustentar operações ao longo do tempo. Entre as ações iranianas citadas está o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, importante rota marítima global, medida que aumenta a pressão econômica e política sobre os Estados Unidos e outros países ocidentais.
Costa também ressaltou o papel de tecnologia estrangeira, como o uso de satélites chineses pelo Irã para melhorar a precisão de ataques, e questionou a capacidade dos EUA de neutralizar essa vantagem.
Para o especialista, a continuidade e duração do conflito ainda não podem ser previstas com precisão, mas as condições militares, econômicas e políticas colocam desafios tanto para Teerã quanto para Washington e seus aliados.