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Guerra entre Irã, EUA e Israel provoca disparada do petróleo e pressiona preços de combustíveis no mundo

Conflito já elevou o barril em mais de 60% desde o início da ofensiva e gera alerta sobre impactos econômicos no Brasil

Redação
Por: Redação
09/03/2026 às 08h46
Guerra entre Irã, EUA e Israel provoca disparada do petróleo e pressiona preços de combustíveis no mundo

A escalada da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel tem provocado forte instabilidade internacional, com ataques militares, mudança na liderança iraniana e impacto direto nos preços globais de energia. O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, quando forças israelenses e norte-americanas lançaram ataques coordenados contra alvos militares e nucleares em território iraniano, operação que ficou conhecida como Operation Lion’s Roar.

 

Desde então, o Irã respondeu com ataques de drones e mísseis contra bases militares e instalações petrolíferas em diversos países do Oriente Médio, incluindo ataques a portos e navios petroleiros na região do Golfo e em países aliados dos EUA. Nos últimos dias, bombardeios também atingiram depósitos de petróleo e infraestrutura energética em Teerã, agravando a crise energética global.

 

Novo líder religioso assume no Irã

 

Em meio à escalada do conflito, autoridades iranianas anunciaram Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, consolidando a linha dura do regime e prometendo intensificar a resistência militar diante das ofensivas estrangeiras. A mudança ocorre enquanto o país enfrenta bombardeios, sanções econômicas e crescente pressão internacional.

 

Petróleo dispara e supera US$ 115 por barril; Um dos efeitos imediatos da guerra foi a explosão no preço do petróleo. Antes da escalada militar, o barril de petróleo estava na faixa de US$ 70 a US$ 75 no mercado internacional. Desde o início do conflito, os preços dispararam rapidamente.

 

Atualmente:

 

Brent: chegou a cerca de US$ 119 por barril

 

WTI (referência dos EUA): também se aproximou de US$ 119

 

Isso representa uma alta superior a 60% desde o início da guerra, com picos próximos a US$ 120.

 

Especialistas alertam que, se o conflito se prolongar ou houver bloqueio do Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — o barril pode chegar a US$ 150.

 

Combustíveis disparam nos Estados Unidos

 

O impacto já é sentido diretamente nas bombas de combustível nos EUA.

 

Antes da guerra:

 

Gasolina média: cerca de US$ 3,20 por galão

 

Após o início da escalada:

 

preços passaram de US$ 4 por galão

 

Isso representa aumento de aproximadamente 25% a 30% em poucos dias, com reajustes diários de até 10 centavos por galão em alguns estados.

 

Analistas também apontam que o preço da gasolina chegou a subir 47 centavos em apenas uma semana em algumas regiões.

 

Efeitos já começam a preocupar o Brasil

 

No Brasil, embora o impacto ainda seja indireto, especialistas alertam que a alta internacional do petróleo pode pressionar os preços internos.

 

Atualmente, os valores médios nacionais estão próximos de:

 

Gasolina: entre R$ 5,80 e R$ 6,40 por litro

 

Diesel: entre R$ 5,70 e R$ 6,20 por litro

 

Com o barril acima de US$ 100, economistas avaliam que novos reajustes podem ocorrer nas próximas semanas, principalmente se a guerra provocar novas interrupções no transporte de petróleo no Oriente Médio.

 

Além do combustível, a alta da energia pode provocar:

 

aumento no preço do frete

 

encarecimento de alimentos

 

pressão inflacionária global

 

desaceleração econômica em vários países.

 

Cenário ainda é incerto

 

Analistas internacionais afirmam que o conflito pode continuar pressionando os mercados globais enquanto persistirem ataques a instalações petrolíferas e rotas marítimas estratégicas.

 

Governos do G7 discutem inclusive liberar reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a escalada de preços.

 

Enquanto isso, o mundo acompanha com preocupação o avanço da guerra no Oriente Médio e seus reflexos diretos na economia global.

 

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