A corrida pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 segue marcada por forte indefinição entre os eleitores. Levantamento recente aponta que, mesmo após receber apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Marcos Pollon ainda não conseguiu ganhar força nas intenções de voto.
De acordo com a pesquisa, o ex-governador Reinaldo Azambuja aparece na liderança com 18,2% das intenções de voto, seguido pelo ex-deputado estadual Capitão Contar, que soma 17,2%. Na sequência está o senador Nelsinho Trad, com 14,6%.
Em um segundo bloco aparecem a senadora Soraya Thronicke, com 8%, o deputado federal Vander Loubet, com 7%, e Marcos Pollon, com 6% das intenções de voto, mesmo após o gesto de apoio do ex-presidente.
Nos bastidores da política estadual, analistas avaliam que parte do eleitorado conservador tem demonstrado preferência por nomes com trajetória eleitoral mais consolidada, como Azambuja e Contar. Ambos são ligados ao Partido Liberal e aparecem como os nomes mais competitivos dentro do campo da direita no estado.
O apoio de Bolsonaro a Pollon foi formalizado por meio de uma carta divulgada nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na qual o ex-presidente indicou o deputado como seu candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul.
Com duas vagas em disputa em 2026, o cenário ainda está em formação e pode sofrer mudanças com novas alianças partidárias e eventuais candidaturas. Entretanto, os primeiros levantamentos indicam que Pollon ainda enfrenta dificuldades para se consolidar entre os principais nomes da disputa.