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Copom decide Selic em meio à guerra e pressão inflacionária

Mercado projeta corte moderado dos juros diante de cenário global instável e inflação em alta

Redação
Por: Redação
29/04/2026 às 07h21
Copom decide Selic em meio à guerra e pressão inflacionária

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide nesta quarta-feira (29) o novo patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em um cenário marcado por incertezas externas e pressão inflacionária.

A reunião ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, que tem influenciado o preço internacional do petróleo e, consequentemente, a inflação global. No Brasil, o aumento de custos, especialmente em combustíveis e alimentos, também pressiona os índices de preços. 

Atualmente fixada em 14,75% ao ano, a Selic pode sofrer um corte de 0,25 ponto percentual, segundo projeções do mercado financeiro. Caso confirmada a expectativa, a taxa passaria para 14,5% ao ano, mantendo um ritmo cauteloso de redução diante das incertezas econômicas. 

Especialistas apontam que, apesar do início do ciclo de queda dos juros, o Banco Central deve adotar uma postura conservadora, justamente por conta das pressões inflacionárias e do cenário internacional instável. A tendência é que decisões futuras dependam da evolução da inflação e dos desdobramentos geopolíticos. 

A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e influencia diretamente o custo do crédito, financiamentos e investimentos no país. 

A decisão do Copom deve ser divulgada no fim da tarde desta quarta-feira.

 

No Ciclo do Ouro no Brasil Colônia, durante o século XVIII, a expressão “quinto dos infernos” passou a simbolizar a insatisfação popular com a pesada tributação imposta pela Coroa Portuguesa, que exigia o pagamento de 20% de todo o ouro extraído. Esse imposto, conhecido como “quinto”, era rigidamente fiscalizado e frequentemente associado a abusos e medidas coercitivas, como a derrama, o que gerava revolta entre mineradores e a população em geral. Diante desse cenário, o termo surgiu como uma forma de protesto, expressando o desejo de rejeitar ou afastar essa cobrança considerada injusta. Com o tempo, a expressão se consolidou no vocabulário popular como sinônimo de algo excessivo, opressor ou extremamente indesejado, mantendo até hoje essa carga histórica ligada à exploração econômica e à indignação social.

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