
A investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul sobre supostas irregularidades em contratos de locação de máquinas firmados pelo município de Três Lagoas teve novos desdobramentos nesta semana. A operação mobilizou equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Três Lagoas, Campo Grande e também na cidade de Castilho (SP).
Em Castilho, a ação contou com o apoio do 28º Batalhão da Polícia Militar do Interior de São Paulo. Os policiais acompanharam o cumprimento de um mandado em uma propriedade rural localizada no bairro Urubupungá, onde foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos que passarão por análise dos investigadores.

Segundo o Ministério Público, a apuração busca esclarecer a legalidade de contratos relacionados à locação de máquinas e a eventual prática de irregularidades na contratação e execução dos serviços. O conteúdo do material apreendido poderá auxiliar no aprofundamento das investigações.
As diligências realizadas em Três Lagoas fazem parte da mesma investigação e representam uma nova etapa do trabalho desenvolvido pelos órgãos de controle. Até o momento, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre os elementos já reunidos nem informou se novas medidas judiciais poderão ser adotadas.
As buscas ocorreram por determinação do Poder Judiciário e não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados. O procedimento segue em andamento e o material apreendido será submetido à perícia e análise técnica.
Em respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, o espaço permanece aberto para manifestação dos investigados, de seus representantes legais e de demais pessoas eventualmente mencionadas na apuração, que poderão apresentar seus esclarecimentos quando entenderem pertinente.