
A Prefeitura de Três Lagoas se manifestou nesta segunda-feira (10), por meio da Assessoria de Comunicação, sobre a Operação Máquinas de Areia, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) na última quinta-feira (6). A investigação apura suspeitas de fraudes em contratos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo empresas e servidores públicos.
A operação foi realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Três Lagoas e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, além de Terenos (MS) e Castilho (SP).
Segundo o MPMS, a investigação identificou indícios da existência de uma organização criminosa formada por servidores públicos e empresários. O grupo seria responsável por possíveis irregularidades na execução de contratos de locação e fornecimento de veículos, máquinas e equipamentos pesados, além de contratos relacionados a serviços de infraestrutura.
Ainda conforme o Ministério Público, contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2026 ultrapassaram R$ 100 milhões. As investigações apontam, entre outras suspeitas, para pagamentos por serviços que não teriam sido efetivamente prestados, o que poderia ter causado prejuízos aos cofres públicos.
Em nota, a Prefeitura afirmou que sua administração sempre pautou a atuação pelo cumprimento da legislação, pela transparência e pelos princípios que regem a administração pública.
O município também esclareceu que a investigação envolve quatro contratos mantidos com empresas relacionadas à operação. De acordo com a Prefeitura, três desses contratos foram iniciados em 2017 e encerrados em 2022. O quarto foi firmado após processo licitatório realizado em 2023 e tem vencimento previsto para 17 de agosto de 2026.
A Administração Municipal declarou ainda que confia nas instituições e no devido processo legal e que continuará trabalhando normalmente, enquanto aguarda os desdobramentos da investigação.
A Prefeitura não informou, na nota, quais empresas estão relacionadas aos quatro contratos citados nem apresentou detalhes sobre os valores individualizados de cada contratação.
As investigações do MPMS seguem em andamento e, até o momento, eventuais responsabilidades criminais ainda dependem da conclusão das apurações e das decisões judiciais.