
O ex-deputado estadual e ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Renan Contar, oficializou na terça-feira (2), em Brasília, sua filiação ao PL com a pretensão de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Apesar do gesto contar com o apoio da direção nacional da sigla e com ala bolsonarista — incluindo a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro nos bastidores — o ato foi ignorado pelas lideranças regionais do partido no Estado.
A cerimônia de filiação reuniu figuras importantes da cúpula nacional do PL, mas não registrou presença, nem representantes credenciados, do diretório de Mato Grosso do Sul. A ausência mais simbólica foi a do presidente estadual da sigla, o ex-governador Reinaldo Azambuja, o que reforça o isolamento de Contar dentro do próprio campo político ao qual tenta retornar.
Integrantes do partido no Estado avaliam que, apesar da visibilidade nacional, Contar não deve ser tratado como prioridade eleitoral. Nos bastidores, a impressão é de que sua filiação tem mais valor para gestões externas do que para fazer diferença no tabuleiro local. Com isso, sua tentativa de resgatar relevância política encontra resistências que podem minar suas aspirações.
Em sua fala ao se filiar, Contar defendeu a consolidação de uma bancada conservadora forte no Congresso, com o objetivo de “restabelecer o equilíbrio” entre os poderes e combater o que chamou de “interferências e abusos”. A estratégia, segundo ele, visa estruturar candidaturas para 2026 em todo o país.
Contudo, a reação fria das lideranças locais revela que, ao menos neste momento, o retorno de Contar ao bolsonarismo através do PL não altera a configuração de forças no Estado — e pode deixá-lo à margem da disputa sul-mato-grossense.
Créditos: Informação originalmente publicada por Campo Grande News; adaptação por Costa Leste Agora.
