
Uma ação da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar fechou uma boca de fumo no bairro Flamboyant, em Três Lagoas, na tarde desta terça-feira (17), resultando na prisão de um suspeito de tráfico e na detenção de quatro usuários de drogas.
No local, os policiais prenderam Benedito da Silva, de 45 anos, apontado como responsável pelo ponto de venda de entorpecentes. Durante a operação, foram apreendidas porções de crack, dezenas de celulares de origem suspeita, uma mesa de som, ferramentas da marca Makita e diversos cabos elétricos, possivelmente provenientes de furtos.
Quatro usuários que estavam no imóvel confessaram que praticavam furtos para sustentar o vício em drogas. Entre eles, estava Moisés Góis Mota, de 21 anos, que afirmou à reportagem ser dependente químico e já responder por crimes de furto.
A ocorrência teve início por volta das 12h e foi finalizada às 15h, com a apresentação dos envolvidos na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), junto com todo o material apreendido.
No entanto, poucas horas após ser liberado, por volta das 18h, Moisés voltou a agir. Segundo apurado, ao deixar a unidade policial no bairro Novo Aeroporto, ele seguiu em direção ao Flamboyant, mas no trajeto furtou uma bicicleta aro 29, de cor preta com faixas verdes, na rua Angelina Tebet, no bairro Santa Luzia, nas proximidades do colégio Sesi. Em seguida, fugiu em direção ao Cemitério Santo Antônio.
O caso revoltou moradores, que criticam a sensação de impunidade. Situações como essa têm se tornado cada vez mais frequentes, onde indivíduos são presos em flagrante, com provas e até confissão, mas acabam liberados e voltam a cometer crimes no mesmo dia.
Enquanto trabalhadores lutam diariamente para conquistar seus bens, muitos acabam sendo vítimas de furtos praticados por usuários de drogas que, segundo relatos, levam desde bicicletas e fios de cobre até objetos domésticos e até animais para trocar por entorpecentes.
A realidade também expõe um problema estrutural: a superlotação do sistema prisional. A Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, projetada para cerca de 260 detentos, atualmente abriga entre 770 e 790 presos — mais que o dobro da capacidade. Desde 2005, não houve ampliação da unidade, agravando ainda mais a crise na segurança pública.