
Morreu na manhã desta segunda-feira (12), após um confronto com a Força Tática da Polícia Militar, Douglas Cardoso Portella, de 25 anos, conhecido pelo apelido de “Presidente”. O caso ocorreu em uma área de mata próxima ao Residencial Rubens Cunha, no Conjunto Habitacional Orestinho, em Três Lagoas (MS).
De acordo com informações da Polícia Militar, Douglas Portella era apontado como liderança local de uma facção criminosa, identificada pela corporação como o Primeiro Comando da Capital (PCC), e vinha sendo monitorado por suspeita de envolvimento direto com o tráfico de drogas e outras atividades criminosas. A PM afirma que ele exercia função de chefia dentro da organização, motivo pelo qual era conhecido pelo apelido de “Presidente”.
Ainda segundo a Polícia Militar, na madrugada da última quinta-feira (8), Portella havia sido preso após ser flagrado comercializando entorpecentes na companhia de uma mulher, um homem adulto e um adolescente. Após os procedimentos legais, ele foi colocado em liberdade.
Na manhã desta segunda-feira, equipes da Polícia Militar realizavam diligências para averiguar denúncias anônimas de tráfico de drogas na região. Ao perceber a aproximação dos policiais, Douglas teria fugido em direção a uma área de pastagem e, posteriormente, se embrenhado em uma reserva florestal situada dentro de uma propriedade rural.
Com o apoio de outras viaturas, foi montado um cerco policial. Conforme a versão apresentada pela PM, Douglas tentou seguir em direção ao sentido sul da área de mata, mas acabou sendo surpreendido pelo cerco. Ainda segundo os policiais, ele não obedeceu às ordens para se render, momento em que houve o confronto. Portella foi atingido por disparos e socorrido até o Hospital Auxiliadora, onde deu entrada já sem sinais vitais.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para a realização de exame necroscópico. A Polícia Científica esteve no local e apreendeu a arma que, conforme a Polícia Militar, teria sido utilizada por Douglas Portella, a qual será submetida à perícia.
O caso será investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.



